PPCI - PORTO ALEGRE PREVENÇÃO DE INCÊNDIO

 

CARLOS WENGROVER

Escritório de Engenharia

Soluções em Prevenção de Incêndio

 























PREVENÇÃO E PROTEÇÃO DE ACIDENTES E SINISTROS COM ELETRICIDADE (Pelo Corpo de Bombeiros de Porto Alegre)

PROTEÇÃO PARA GARANTIR SEGURANÇA

Proteção contra Choques Elétricos e Proteção contra incêndio

1.    Os Perigos da Eletricidade

Qualquer atividade biológica,  é originada de impulsos de corrente elétrica. Se essa corrente fisiológica interna somar-se a uma outra corrente de origem externa, devido a um contato elétrico, ocorrerá no organismo humano uma alteração das funções vitais normais que, dependendo da duração da corrente, pode  levar a pessoa à morte.

Os efeitos principais que uma corrente elétrica (externa) produz no corpo humano são fundamentalmente quatro:

Tetanização,

Parada respiratória,

Queimadura e

Fibrilação ventricular.

Tetanização

A tetanização é um fenômeno decorrente da contração muscular produzida por um impulso elétrico. 

Verifica-se que, sob ação de um estímulo devido à aplicação de uma diferença de potencial elétrico a uma fibra nervosa, o músculo se contrai, para em seguida retomar ao estado de repouso. 

Se ao primeiro estímulo seguir-se um segundo, antes que o repouso seja atingido, os dois efeitos podem somar-se. 

Diversos estímulos aplicados seguidamente, em contrações repetidas do músculo, de modo progressivo; é a chamada contração tetânica. 

Quando a freqüência dos estímulos ultrapassa um certo limite o músculo é levado à contração completa. permanecendo nessa condição até que cessem os estímulos, após o que lentamente retorna ao estado de repouso.

Uma pessoa em contato com uma massa sob tensão pode ficar 'agarrada' a ela durante o tempo em que perdurar a diferença de potencial, o que, dependendo da duração, pode causar a inconsciência e até a morte.

Parada respiratória

A máxima corrente que uma pessoa pode tolerar ao segurar um eletrodo, podendo ainda largá-lo usando os músculos diretamente estimulados pela corrente, segundo determinações experimentais em corrente alternada de 50/60 Hz, são  valores de 6 a 14 mA, em mulheres (10 mA de média) e 9 a 23 mA em homens (16 mA de média);  portanto uma corrente elétrica inferior a necessária ao funcionamento de uma lâmpada incandescente normalmente usada em nossas residência.

Correntes superiores a estas podem causar uma parada respiratória, contração de músculos ligados à respiração e/ou à Paralisia dos centros nervosos que comandam a função respiratória. 

Se a corrente permanece, O indivíduo perde a consciência e morre sufocado. 

A rapidez da aplicação  da respiração artificial (boca a boca), e do tempo pelo qual ela é realizada,  principalmente intervir imediatamente após o acidente (em 3 ou 4 minutos no máximo) para evitar asfixia da vítima ou mesmo lesões irreversíveis nos tecidos cerebrais é muito importante nestas situações.

Queimadura

A passagem da corrente elétrica pelo corpo humano desenvolve  calor por efeito Joule, podendo produzir queimaduras, principalmente nos pontos de entrada e saída da corrente, tendo em vista que a resistência elétrica da pele é maior do que os tecidos internos  e se forem pequenas as áreas de contato, pois a densidade será maior, produzindo desta forma  queimaduras tanto mais graves quanto maior esta densidade de corrente e quanto mais longo o tempo pelo qual a corrente  estiver presente no corpo.

Fibrilação ventricular

O fenômeno fisiológico mais grave que pode ocorrer quando da passagem da corrente elétrica pelo corpo humano é a fibrilação ventricular.

Se à atividade elétrica fisiológica normal sobrepõe-se uma corrente elétrica de origem externa e muitas vezes maior do que a corrente biológica, é fácil imaginar o que sucede com o equilíbrio elétrico do corpo. 

As fibras do coração passam a receber sinais elétricos excessivos e irregulares, as fibras ventriculares ficam superestimuladas de maneira caótica e passam a contrair-se de maneira desordenada uma independente da outra , de modo que o Coração não pode mais exercer sua função.       

Observa-se que, cessada a atividade cardíaca, em cerca de três minutos ocorrem lesões irreparáveis no músculo cardíaco e no tecido cerebral.

Efeitos da corrente elétrica no organismo humano


100 microamperes a 1 miliampér– limiar da sensação

1 mA a 5 mA – formigamento

5mA a 10 mA – sensação desagradável

10 mA a 20 mA – pânico, sensação muito desagradável

20 mA a 30 mA – paralisia muscular

30 mA a 50 mA – a respiração é afetada

50 mA a 100 mA – dificuldade extrema em respirar, ocorre a fibrilação ventricular

100 mA a 200 mA – morte

200 mA – queimaduras severas

2.    MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA CHOQUES ELÉTRICOS

a.    Proteção Contra Contatos Diretos

b.    Proteção Contra Contatos Indiretos

Certos equipamentos, locais ou utilizações podem requerer medidas de proteção especiais previstas em Normas especificas que regulam o assunto, tais como as da ABNT e do Ministério do Trabalho.

3.    SELEÇÃO DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO EM FUNÇÃO DAS INFLUÊNCIAS EXTERNAS

c.     Seleção das medidas de Proteção contra choques elétricos em função das influências externas

As medidas de Proteção contra contatos diretos e indiretos devem ser aplicadas em função das condições de influências externas determinantes, principalmente as  seguintes:

·       BA - Competência das pessoas

·       BB - Resistência do Corpo Humano

·       BC - Contato das pessoas com o potencial local

     As outras condições de influencias externas praticamente não tem influencia sobre a seleção e implementação das medidas de proteção contra choque  elétricos, mas são particularmente consideradas no que diz respeito a seleção dos componentes.

4.    MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA CONTATOS DIRETOS

Dentre as medidas citadas nas Normas específicas destacamos duas:

·       As medidas de proteção por isolamento das partes vivas e por meio de barreiras ou invólucros são aplicáveis em todas as condições de influência externas.

 

·       As medidas de proteção parcial por meio de obstáculos, ou por colocação fora de alcance, admitidas em locais acessíveis somente a pessoas advertidas ou qualificadas,

Outro fator que reduz os riscos é o uso de EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI

·       Considera-se EPI  todo dispositivo de uso individual destinado a preservar e proteger a integridade física do trabalhador

 

5.    PROTEÇÃO CONTRA EFEITOS TÉRMICOS

As pessoas, os componentes fixos de uma instalação elétrica, bem como os materiais fixos adjacentes, devem ser protegidos contra os efeitos prejudiciais dos calor ou radiações térmicas produzidas pelos equipamentos elétricos particularmente quanto à:

·       Riscos de queimadura

 

·       Prejuízos no funcionamentos seguro de componentes da instalação

 

·       Combustão ou deterioração de materiais

 

6.    PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

Os componentes elétricos não devem apresentar perigo de incêndio para os materiais vizinhos, devendo ser observadas instruções do fabricante.

v     Os componentes fixos cujas superfícies externas possam atingir temperatura que venham causar perigo de incêndio a materiais adjacentes devem:

 

·       Ser montados sobre materiais ou contidos no interior de materiais que suportem tais temperatura.

 

·       Ser separados dos elementos da construção do prédios por materiais que suportem tais temperaturas.

 

·       Ser montados de modo a permitir a dissipação segura do calor, a uma distância segura de qualquer material em que tais temperaturas possam ter efeitos térmicos prejudiciais.

 

v     Os componentes instalados de modo permanente que em serviço normal possa emitir arcos ou fagulhas deve:

 

·       Ser totalmente envolvido por material resistente a arcos.

 

·       Ser separado, por materiais resistentes a arcos, de elementos da construção do prédios nos quais os arcos possam ter efeitos.

 

·       Ser montados de modo a permitir a segura extinção do arco a uma distância suficiente dos elementos do prédio no quais os arcos possam ter efeitos térmicos prejudiciais.

 

7.    DICAS DE SEGURANÇA PARA  RESIDÊNCIAS

 

·       manter  as instalações em bom estado, para evitar sobrecarga, mau contato e/ou curto-circuito.

 

·       não usar tomadas e fios em mau estado de conservação ou de bitola e/ou classe de tensão inferior à  recomendada.

 

·       Nunca retirar a proteção da instalação, substituindo fusíveis ou disjuntores por ligações diretas com arames, fios  ou moedas.

 

·       Não sobrecarregar as instalações elétricas com vários equipamentos ligados simultaneamente, pois os fios aquecem, podendo iniciar o fogo.

 

·       Nunca deixe ferro elétrico ligado quando tiver que fazer alguma outra coisa, mesmo que seja por alguns minutos, pois isto tem sido causa de grandes incêndios.

 

·       Observe se os orifícios e grades de ventilação dos eletrodomésticos (como televisor, computador, vídeo) não se encontram vedados por panos decorativos, plásticos,  capas, cobertas, etc.

 

·       Os aparelhos de rotação devem ser observados em sua parte mecânica, nas engrenagens, rolamentos, etc. (como ventiladores, motores, sendo que quando impedido esta rotação, existirá produção de calor e tendência de iniciar o fogo)

 

·       Não deixar lâmpadas e aquecedores perto de cortinas, papéis e outros materiais combustíveis.

 

·       Se a residência ficar desocupada por um período longo, desligue a Proteção Geral (disjuntor), ficando desabitada sem perspectiva de nova ocupação, solicite desligamento do fornecimento a Concessionária. (Uma das hipóteses de incêndio em  Casas abandonadas é pelo uso da energia elétrica.

 

·       Para cada tipo de ligação elétrica, os fios devem ter dimensão apropriada, sendo especificado esta nas informações técnicas do equipamento.

 

·       Revise periodicamente as instalações elétricas. Faça isso com um profissional especializado. Ligue sempre o fio terra dos aparelhos. Isso evita o choque elétrico no caso de haver uma possível fuga de eletricidade.

 

·       Sempre que a atividade envolver  eletricidade, desligue o disjuntor ou a chave geral, mesmo que seja para trocar uma lâmpada.

 

·       Não use e nem toque em fios nus ou desencapados.

 

·       Fios soltos na rua podem causar acidentes fatais. Ao vê-los, não deixe ninguém se aproximar e avise a Concessionária  de energia elétrica   imediatamente.

 

·       Não ligue muitos aparelhos na mesma tomada, através de "benjamins", ou "tês", pois isto provoca aquecimento nos fios, desperdiçando energia e podendo causar sobrecarga e curto-circuito.

 

·       Muito cuidado com o uso de aparelhos elétricos perto de chuveiros, banheiras e piscinas. O acidente com choque elétrico na água pode ser fatal.

 

·       Numa instalação correta, os fios não devem aquecer-se. Se isto acontecer, procure um engenheiro eletricista.

 

·       Ao trocar seu chuveiro por um de maior potência, peça a um engenheiro eletricista para verificar a fiação antes de instalá-lo, evitando acidentes.

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